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A velocidade da indústria chega é maior do que a capacidade de formação de mão de obra. A avaliação é de Duarte Aquino, técnico da Agência de Desenvolvimento em Redes do Espírito Santo (Aderes), por ocasião de sua palestra ’’Ciclos da Economia do Espírito Santo’’, realizada em Vitória, ES. Ele citou como exemplo a empresa Jurong do Brasil, que está construindo um estaleiro no município de Aracruz (norte do Estado) e, ao mesmo tempo, capacitando seus técnicos na matriz da empresa, em Cingapura.
Aquino disse que o projeto para o Estado capixaba até 2025 passa por estratégias de desenvolvimento de bases com agregação de valor à produção, adensamento das cadeias produtivas e diversificação da economia. Além disso, tem a valorização do capital humano, a erradicação da pobreza com redução das desigualdades e o incremento no capital social e na qualidade das instituições capixabas.
“Hoje o Espírito Santo está na mídia como Estado em desenvolvimento. Antes, só era citado em questões policiais. Hoje o governo investe R$ 1 bi de recursos próprios sem contar os investimentos privados. O Espírito Santo está numa localização geográfica privilegiada; o que dificulta é a falta de novas linhas marítimas”.
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Duarte Aquino citou, ainda, a possibilidade da construção de um novo porto em Anchieta (Ubu). O empreendimento prevê investimentos de US$ 800 milhões e deverá alcançar um calado de 27 metros, instalado a dois quilômetros da costa.
Ainda falando em Ubu, o técnico da Aderes estima que a instalação de uma base da Petrobras na região deverá atrair cerca de 300 empresas e vai superar a pujança de Macaé (RJ).
O Estado do Espírito Santo conta, ainda, para essa nova fase de desenvolvimento, com o projeto da Anglo Ferrous Brazil que construirá um porto em Presidente Kennedy (extremo sul do Estado), com investimentos da ordem de US$ 2,7 bilhões na primeira fase, e contará com uma planta de pelotização de minérios, três usinas e duas siderúrgicas. A previsão é processar oito milhões de toneladas por ano. A área total do projeto deverá ter 13 milhões de metros quadrados. O início das obras está previsto para 2011, a operação do porto em 2013 e a siderúrgica em 2015, gerando, ao longo do processo, cinco mil empregos diretos.
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