Edição 213 Maio/Junho


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Especificação

Edição nº 213

A Importância da Seleção do Material para o Projeto

Mais de 20 mil m2 de rochas foram especificados no projeto de arquitetura do Banco Santander, em São Paulo. A obra envolveu três construtoras, cinco marmorarias e oito fornecedores, além da consultoria em rochas

A obra do Banco Santander, em São Paulo, em função de sua grandiosidade, envolveu três grandes construtoras: WTORRE (subsolos, térreo interno e externo, 1º e 2º mezzaninos), TETRABASE Engenharia e Construções (1º andar ao 3ºandar e 27º andar ao 28º andar) e MÉTODO Engenharia (4º andar ao 26º andar).

O projeto de arquitetura é da Arquitectonica WF Brasil, filial brasileira do Arquitectonica – o quarto maior escritório de arquitetura dos EUA – sob responsabilidade do arquiteto Washington Fiuza.

O projeto de arquitetura de interiores ficou a cargo da Edo Rocha Espaços Corporativos, sob responsabilidade do arquiteto Edo Rocha.

No projeto foram utilizados mais de 20 mil m2 de rochas ornamentais, com diferentes tipos de acabamento - lustrado, flameado, jateado e levigado - e espessura variando de 1 cm a 4 cm, nas seguintes metragens aproximadas: mármore Crema Paraná (10 mil m2 – fornecidos pela Paraná Granitos e Grupo Vitória Stone), mármore Travertino Navona (1 mil m2 – fornecido pela Minexco), mosaico de mármore Branco Thassos (800 m2 – fornecido pela Mosarte), granito Preto São Marcos (2.800 m2 – fornecido pela Fuji Granitos), granito Preto São Gabriel ( 1.200 m2 – fornecido pela Marbrasa), granito Persa Pearl (600 m2 – fornecido pelo Grupo Vitória Stone), granito Verde Bahia (1.600 m2 – fornecido pelo Grupo R.Rangel) e Marmoglass Branco (600 m2, fornecido pela Amazonas ).

No Térreo Interno, o piso do lobby foi concebido em granito Preto São Marcos lustrado e levigado, com 2 cm de espessura, sendo que as paredes receberam mosaico de mármore Branco Thassos lustrado, com 1 cm e 2 cm de espessura. Nos sanitários foi utilizado o Marmoglass Branco lustrado, com 2 cm de espessura.

No Térreo Externo, o piso do Estacionamento foi revestido com granito Preto São Gabriel flameado, na espessura de 3 cm. Já o piso do leito Carrossavel foi revestido com granito Verde Bahia jateado, com 4 cm de espessura.

O piso do Hall do 1º e 2º Mezaninos foi concebido em granito Preto São Marcos lustrado e levigado, com 2 cm de espessura, enquanto as paredes do Hall receberam mosaico de mármore Branco Thassos lustrado, com 1 cm e 2 cm de espessura.

No 1º andar, os pisos e paredes do Hall foram revestidos com mármore Crema Paraná lustrado, com 2 cm de espessura; o piso do Restaurante recebeu granito Preto São Gabriel lustrado, com 2 cm de espessura; e nos sanitários foi especificado o mármore Crema Paraná lustrado, com 2 cm e 3 cm de espessura.

No 2º andar, o piso e as paredes do Hall foram revestidos com mármore Crema Paraná lustrado, com 2 cm de espessura; o granito Persa Pearl lustrado, com 2 cm de espessura foi especificado no piso do Restaurante; e nos sanitários foi aplicado o mármore Crema Paraná lustrado, com 2 cm e 3 cm de espessura.

O mármore Crema Paraná lustrado, com 2 cm de espessura, reveste o piso e paredes do Hall do 3ºandar.  Os sanitários também receberam mármore Crema Paraná lustrado, com espessuras de 2 cm e 3 cm.

Do 4º andar ao 26º andar, o piso e paredes dos Halls foram revestidos com mármore Crema Paraná lustrado, com 2 cm de espessura. O mármore Crema Paraná lustrado, com espessura de 2 cm e 3 cm, foi especificado nos sanitários.

Do 27º andar ao 28º andar, as paredes receberam mármore Crema Paraná lustrado e mármore Travertino Navona, com espessura de 2 cm; o piso foi revestido com mármore Crema Paraná lustrado, com 2 cm de espessura; e nos sanitários foi empregado o mármore Crema Paraná, com 2 cm e 3 cm de espessura.

As marmorarias Euromármores, Di Mármores, Ferraz, Mendes, e Granimar foram as executoras do projeto.

Especificações Escolha da Rocha

Na escolha da rocha para um projeto, deve-se considerar: o aspecto estético, custo e desempenho do material nas condições de uso pretendidas. Anteriormente, não existia consultoria em rochas ornamentais, os testes não eram conhecidos e não havia norma ABNT no Brasil, que começaram a ser seguidas na década de 90.

Todas essas informações passaram a ser importantes, não só para a segurança das especificações, mas também para a manutenção futura.

Anostra - Referência

Esta amostra define a variação de aparência relativa à cor, estrutura, padrão de distribuição de veios, manchas e o acabamento superficial.

Caso seja aplicado algum produto para tratamento da rocha, este deve estar contemplado na amostra-referência.

Devem ser produzidas duas amostras de 1,50 m x 1,50 m, sendo que uma delas deve ficar na fábrica e outra deve ser enviada para a obra, passando a ser padrão de referência para recebimento do material.

A comparação entre a amostra do produto e a amostra-referência deve ser feita com ambas perfeitamente secas e limpas, colocando-as lado a lado e observando-as a cerca de dois metros em condições normais sob a luz do sol.

Para materiais com pequenas variações de tonalidades e veios pode-se optar por mais de uma amostra-padrão, ou seja: ambientes diferentes, padrões ligeiramente diferentes.

Projetos - Básicos:

Dimensão das Chapas

Mármores - no estudo da paginação deve-se levar em conta: as dimensões aproximadas, melhor aproveitamento da chapa e sentido dos veios.

Granitos – no estudo da paginação devem ser consideradas: as dimensões aproximadas, melhor aproveitamento possível da chapa e sentido dos veios.

Mármores Crema Paraná Análise da Amostra

 consultoria em rochas ornamentais ficou a cargo da DGG Assessoria, sob comando do engenheiro químico, técnico em edificações pela FEI, e membro da comissão de normalização de rochas da ABNT, Paulo Giafarov. De acordo com Giafarov, as rochas especificadas no projeto, exceto o mármore Crema Paraná, já tinham sido largamente utilizadas em outras obras sob responsabilidade da DGG Assessoria. “Em relação ao mármore Crema Paraná, constatamos de que se tratava de uma rocha recém descoberta, com pouca ou quase nenhuma utilização em obras, o que exigiu uma série de medidas, antes de ratificarmos a especificação”.

O trabalho realizado pela DGG Assessoria foi composto de várias etapas, tais como:

• Análise dos testes físico-químicos (Laudo IPT – 989 338-203) - o qual detectou tratar-se de uma rocha calcárea de constituição íntegra, sem nenhum defeito natural ou estrutural, possuindo características normais de um material calcáreo/sedimentar, tais como: veios de cristais que se assemelham à fissuras, incrustrações que são acúmulos de carbonato de cálcio com infiltração de agentes orgânicos, e inserções de fósseis. A rocha possui granulação fina e coloração bege, sendo comercialmente conhecida como mármore Crema Paraná.

• Análise da amostra enviada à DGG Assessoria – como a amostra enviada encontrava-se devidamente tratada com resina epóxi – o que fecha os poros do material – foi realizada a medição do grau de reflectância com o Gloss Checker, tendo o material atingido 90º (noventa graus).

• O resultado do ensaio de Massa Específica Aparente (> 2.560 kg/m3) – de acordo com a norma ASTM C 568, classificou o material como sendo de alta densidade, ou seja: rocha calcárea de boa consistência.

• O índice de absorção d´água de 0,21 mostrou que o material – após o tratamento com resina epóxi – tornou-se pouco permeável, atingindo um valor de absorção mais baixo do que a grande maioria dos granitos. Vale lembrar que a norma ASTC C 615 - referente a granitos - classifica como aceitáveis, os materiais com absorção d´água menor ou igual a 0,40.

• Os outros índices analisados também mostraram que a rocha apresentava-se em condições de utilização, tanto para obras de pequeno tráfego como para as de alto tráfego.

Dando seqüência ao trabalho, ocorreu a visita à jazida de mármore Crema Paraná – de propriedade da empresa Paraná Granitos - localizada no município de Apodi, no Estado do RioGrande do Norte.

Segundo Paulo Giafarov, constatou-se que a incidência deste tipo de rocha calcárea ocorre de maneira superficial no terreno, quase que como uma crosta rochosa coberta por terra. A extração é feita de forma simples, não requerendo equipamentos sofisticados, bastando um mapeamento adequado das frentes de extração e sem a utilização de explosivos, por danificarem a estrutura mineralógica de rochas carbonáticas.

“A jazida encontra-se com as frentes de extração 1 e 2 em operação, já rebaixadas, cujo grau de inclinação do plano de corte foi definido a 90º, obtendo-se, desta forma, um melhor aproveitamento do material”. 

Na ocasião, foi solicitado a lavagem de alguns blocos para melhor visualização do padrão do material, a fim de avaliar a constância das características da rocha.

Todos os blocos estavam devidamente identificados com o nome do proprietário da jazida (PR), obra a qual se destinavam (SA) e número seqüencia

Anunciantes desta Edição

Mag-Ban Mármores e Granitos Aquidaban

Latina Vitória Ltda

CS3 Mármores e Granitos

Maximum$3 Marmoraria

Cajugram Granitos e Mármores Brasil Ltda

Serpa Indúistria Metalurgica Ltda

Ferraz Brasil Mármores e Granitos

Etna Granitos

Stonetech Shangai 2009

Pietra Santa Mármores & Granitos

Sultecnica Indústria Mecânica Ltda

Ágata Nármore Travertino

Pemagran Pedras, Mármores e Granitos

Revestir 2009 Feira Internacional de Revestimentos

Aço Art Mecânica, Indústria e Comércio

Alicante Comércio, Importação e Exportação Ltda

Brumagran Mármores e Granitos LTDA.

Gramarcal

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