Edição 213 Maio/Junho


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Feiras

Edição nº 213

PIEDRA 2010 reúne 191 expositores e público de 33 mil visitantes

A Feira contou também com eventos paralelos como o II Congresso Internacional da Pedra na Arquitetura e a exposição Sedução Natural da Pedra na Arquitetura Contemporânea

A Piedra 2010 – Feira Internacional da Pedra Natural, aconteceu no período de 5 a 8 de maio, no Parque de Exposições Rei Juan Carlos I, em Madri, Espanha.

Organizada pela Fiema em colaboração com a Federação Espanhola de Pedra Natural – FDP, a Feira reuniu expositores especializados em extração, desdobramento, beneficiamento e distribuição de rochas naturais, além de artesanato mineral, arte funerária, fabricantes de máquinas, equipamentos e acessórios.

O evento contou com 191 expositores nacionais e internacionais, sendo que os espanhóis estiveram em maior número (110 empresas), enquanto que os estrangeiros totalizaram 81 expositores, com forte representação da China, Alemanha, Brasil, Egito, França, Índia, Itália, Países Baixos, Portugal e Turquia.

Em sua oitava edição, a Piedra, que acontece bianualmente, recebeu mais de 33 mil visitantes de 77 países, além de missões comerciais da Índia, Marrocos, México, Reino Unido, China, Portugal, Itália e EEUU.

Comparativamente à Piedra 2008, que contou com 768 empresas participantes, sendo 409 expositores diretos, e 33.509 visitantes de 77 países, verifica-se uma expressiva redução tanto no número de expositores como de visitantes, ainda como reflexo da crise econômica mundial.

Os espanhóis compareceram em maior número, sendo notória a seletividade do público formado por compradores, especificadores e formadores de opinião, o que significa um forte sinalizador de tendência na difusão e popularização do uso de rochas naturais na construção civil em todo o mundo.

A Piedra 2010 apresentou toda uma gama de produtos e novas possibilidades para a indústria de rochas naturais, assim como as últimas tecnologias empregadas aos setores da construção, arquitetura, decoração e design de interiores, constituindo-se como uma plataforma privilegiada de análise do setor e oportunidade única para entrar em contato direto com a oferta e a demanda mais qualificada, possibilitando às empresas participantes uma maior visibilidade de suas marcas, produtos e serviços, além de uma magnífica ocasião para realizar negócios não somente na Espanha, mas também em outros mercados.

Paralelamente à Feira, foram realizados o II Congresso Internacional da Pedra na Arquitetura; o XII Prêmio de Arquitetura Piedra 2010, que premiou projetos com uso de rochas de várias partes do mundo; além da exposição Sedução Natural da Pedra na Arquitetura Contemporânea na Espanha; e o “Gran Foro de Arquitectura”, onde foram apresentados os grandes projetos de arquitetura em pedra para 2010 – 2011 na Espanha.

O XII Prêmio de Arquitetura Piedra 2010 foi entregue no dia 6 de maio, no Palácio de Exposições e Congressos, Centro Cultural de Ibiza, como reconhecimento do trabalho de profissionais contemporâneos que fazem uso das rochas naturais espanholas em construções de todos os gêneros, demonstrando a singularidade, inovação e técnicas de aplicação e estética.

Dos 65 trabalhos inscritos, 30 foram selecionados para fazer parte da exposição apresentada no Pavilhão 9 da Feira, mostrando diversos projetos de reforma de edificações já existentes e de novas obras projetadas.

O vencedor recebeu a quantia de 9.000 euros. Três projetos foram agraciados com menções honrosas: a Piscina da Universidade de Vigo, em Orense, do arquiteto Francisco Mangado; obra de contenção da Praia de Confital, em Las Palmas de Gran Canária, dos arquitetos Carmelo Suárez Cabrera e Antônio Suárez Liniares; e sede da Fundação Atapuerca, em Burgos, do arquiteto Ignácio Camarero Julián.

Expositores

As empresas espanholas apresentaram poucos granitos, alguns mármores, ardósias e aglomerados (rochas sintéticas), dando ênfase especial aos limestones, apresentados especialmente em produtos acabados, além dos sistemas de “jaulas de pedras” (jaulas pré-fabricadas em aramados soldados em zinco, preenchidos com cacos de pedras em diversos tamanhos), utilizadas para a construção de muros, contenção de encostas e jardins, etc.

As chapas e produtos acabados - aglomerados de materiais nobres translúcidos - denominadas palladianas foram expostas com destaque na Feira. Como sua produção é feita utilizando-se resíduos e rejeitos da lavra de blocos e resíduos do beneficiamento de chapas, especialmente de matérias nobres não aproveitáveis para recorte em blocos ou bloquetes, este produto passa a ter forte apelo ecológico, um atributo que faz com que este material seja um significativo vetor de marketing para seus fabricantes.

Portugal e Itália mostraram seus tradicionais mármores, especialmente o Rosa Portugal, Carrara, Rosso Verona e Travertino Romano, sem esquecer da sempre destacada presença das empresas italianas fabricantes de máquinas e equipamentos para mineração, desdobramento e marmoraria. As empresas da Índia e Turquia mostraram seus travertinos, especialmente produtos acabados e ladrilhos em mosaicos e acabamentos diversos.

A China esteve maciçamente representada, com a exposição de equipamentos e insumos, especialmente os diamantados, além de destacar seus granitos (materiais de batalha, destacadamente os vermelhos movimentados, marrons e cinzas), arte funerária e artesanato mineral.

O Brasil também marcou presença, com algumas empresas do setor, a exemplo da Altivo Pedras, que apresentou ardósias em diversos padrões cromáticos. Já no estande do Governo da Bahia, a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral – CBPM apresentou o portifólio de áreas de granitos para licitação, o mármore Bege Bahia em diversos acabamentos de superfície (lustrado, apicoado, envelhecido e flameado), além de dois novos mármores brancos da empresa Excido Ltda, extraídos em Potiraguá.

O Setor na Espanha 

As regiões de Valência e Galícia são os maiores exportadores do setor na Espanha. De acordo com o relatório  de Comércio Exterior da Pedra Natural na Espanha, realizado pelo OMPN (Observatório de Mercado da Pedra Natural), em 2007, as exportações de rochas naturais da Espanha excederam US$ 1 bilhão, representando um aumento de 6,8% frente a 2006, uma meta alcançada graças à crescente internacionalização deste setor.

Segundo o relatório, o setor de rochas naturais da Espanha mantém uma posição competitiva em mercados internacionais, mesmo com a emergência de novos concorrentes como China e Índia. A União Europeia aparece como principal destino para as exportações espanholas e representa 68% do faturamento das exportações do setor. Dentro da UE, os principais clientes da Espanha são a França (27%), Reino Unido (13%) e  Alemanha (10%). Entre os destinos fora da UE, destacam-se as exportações para os Estados Unidos (14%), China (9%) e Emirados Árabes Unidos (4%).

Em relação às importações, a China aparece com 25%, seguida da Itália (14%) e Portugal (12%). Outros países que exportam rochas para a Espanha são a Turquia (14%), Índia (12%) e Brasil (11%), entre outros. Em volume, as importações da UE representam a quota mais relevante com um total de 38%, das quais 29% vem de Portugal. No entanto, o relatório indica que a China fornece 21%, Turquia 11% e Índia 10%.

O relatório indica ainda que o mármore contabiliza 54% do volume e 49% das receitas de exportação do setor (US$ 501.6 milhões), sendo o principal produto exportado. Em seguida vem a ardósia (34% das receitas de exportação, ou seja US$ 348 milhões) e o granito (17% das receitas e US$ 175 milhões). Em termos de importação, o granito representa 50% do valor total (US$ 187 milhões), enquanto o mármore constitui 43% (US$ 162 milhões) ficando a ardósia com apenas 7% (US$ 27 milhões).

A quantidade de rochas produzidas e, acima de tudo, a qualidade dos produtos fizeram da Espanha, um dos líderes mundiais no setor. De acordo com o relatório, a Espanha tem mais de 1.000 empresas dedicadas ao trabalho com mármore, granito e ardósia, e cerca de 700 jazidas. A maioria destas empresas são pequenas e médias e contribuem com 35 mil empregos diretos e quase 100 mil empregos indiretos.

Fato é que a internacionalização da economia atingiu todos os setores e o setor de rochas naturais não é exceção.  Como resultado desse processo, todos os países ganharam acesso à tecnologia, o que permitiu explorar uma série de recursos naturais. O relatório também citou o abrandamento da construção como fator preocupante. Em termos gerais, existem poucas dúvidas de que a atual situação econômica afetou as perspectivas do setor. Nesse contexto, e especialmente no caso de um segmento que está tão intimamente ligado ao setor da construção, a indústria da rocha natural terá que ficar alerta e duplicar os seus esforços para sair vitorioso da crise mundial atual.

Anunciantes desta Edição

Cajugram Granitos e Mármores Brasil Ltda

Ferraz Brasil Mármores e Granitos

Vega Ferramentas e Abrasivos Ltda

Antolini do Brasil

Amazonas Jaguaré

Meyra

Gramarcal

Granistone S/A

Melo Comercio e Representações de Ferramentas e Abrasivos

Polimento Italiano

Zeus Mineração

Mineração Guidoni

Gransena Exportação e Comércio LTDA

Brascomex

Comercial Feromax

Maximum$3 Marmoraria

RVG Comércio de Pedras Mármores e Granitos

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