Setor de Rochas firma convênio com Apex-Brasil para alavancar exportações

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Divulgação / Centrorochas

A ideia é aumentar a internacionalização do setor, que já contribui com a média anual de US$ 1 bilhão exportados

Em cerimônia no Ministério das Relações Exteriores (MRE), em Brasília, nesta quarta-feira (16), a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) lançou o projeto de internacionalização do setor de rochas ornamentais, realizado por meio de parceria com o Centro Brasileiro dos Exportadores de Rochas Ornamentais (Centrorochas).

O objetivo da parceria é ampliar as exportações das rochas ornamentais brasileiras, além de estimular a comercialização de produtos com alto valor agregado. Com uma média anual de US$ 1 bilhão em exportações, o Brasil ocupa a quinta posição mundial na produção de rochas ornamentais. A ideia é alavancar os números, a partir do novo convênio e da expertise em internacionalização da Apex-Brasil.

Na cerimônia de assinatura, o presidente da Apex-Brasil, Augusto Pestana, afirmou que o projeto setorial será fundamental para aumentar as exportações do setor. “É com grande satisfação que, na casa de Rio Branco, viemos reiterar o compromisso da Apex-Brasil com todo o setor de rochas ornamentais. Para os próximos anos, espera-se um crescimento expressivo deste segmento, com novas oportunidades e fronteiras abertas para as empresas nacionais, inclusive as de menor porte, que contarão com o apoio da Apex-Brasil para transformação dessas oportunidades em negócios concretos. O projeto contempla ações digitais, fundamentais no contexto da pandemia e, ainda, fortalece iniciativas para agregação de valor aos produtos do setor”, afirmou.

O ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto França, reforçou que o setor de mineração responde por cerca de 2,5% do PIB e mais de R$ 50 bilhões em tributos e royalties ao ano. “É um setor dinâmico e inovador que se desenvolve de forma sustentável, a partir de um quadro regulatório moderno e indutor de novos investimentos. Nosso grande desafio no setor mineral é diversificar nossas exportações, que ainda são concentradas em minério de ferro. O subsetor de não-metálicos, que é onde se inserem as rochas ornamentais, é o que gera mais empregos: são mais de 12 mil empresas, a maior parte de médio e pequeno porte, e quase meio milhão de empregos diretos e indiretos. O Brasil já ocupa posição de destaque no mundo, mas há potencial para alavancarmos ainda mais nossa participação global nesse segmento, acarretando resultados positivos adicionais na geração de renda e empregos”, afirmou.

Divulgação / Centrorochas

Também presente na cerimônia de assinatura, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou que o Programa Mineração e Desenvolvimento do MME, elaborado pelo Ministério e lançado em 2020 pelo presidente Jair Bolsonaro, prevê diversos objetivos de desenvolvimento do setor, que serão trabalhados pelo projeto setorial, como a agregação de valor aos produtos e a abertura de novos mercados. “Por mais que o Brasil seja o quinto maior produtor e exportador de rochas ornamentais, tendo exportado em 2020, 2,16 milhões de toneladas, precisamos diversificar os nossos compradores, atualmente muito concentrados nos Estados Unidos e na China. Estou convicto de que a parceria firmada hoje contribuirá sobremaneira para o desenvolvimento social e regional do país, uma vez que setor traz como componente característico uma ampla rede de pequenas e médias empresas, gerando emprego e renda em várias localidades do país. Servirá ainda para disseminar a diversidade atratividade das rochas nacionais no mundo, das mais tradicionais às mais exóticas”.

A importância do setor para a economia brasileira e a relevância do novo projeto foi reforçada pelo presidente do Centrorochas, Frederico Robison, que destacou que o setor é novo, com apenas 60 anos, mas tem se desenvolvido muito. “Hoje começamos uma nova fase para promoção das belezas naturais das rochas brasileiras no mercado internacional. Ao longo do projeto, trabalharemos para aumentar o volume das exportações, agregar valor aos produtos, aumentar o número de empresas exportadoras e desenvolver um trabalho junto a designers e arquitetos estrangeiros. Apesar do alto grau de maturidade de algumas empresas do setor no mercado externo, esta não é uma realidade para todas aquelas empresas que exportam ou que desejam exportar. Este projeto permitirá a adoção de medidas estruturantes, de organização setorial, que são de extrema relevância para a evolução do setor, criando um ambiente mais propício para o desenvolvimento das empresas e suas atividades”, destacou.

O deputado federal Evair Vieira de Melo (PP-ES), vice-líder do governo, prestigiou o evento e disse estar motivado com o convênio firmado. “Esse gesto da Apex-Brasil é um estímulo para que o setor de rochas ornamentais continue representando com grandeza o Brasil e traz respostas e soluções para um setor que precisa. Vai virar PIB na balança comercial, vai virar uma plataforma de orgulho para os brasileiros”, afirmou.

A cerimônia ainda contou com a presença do vice-presidente do Centrorochas, Fabio Cruz, além de representantes de empresas exportadoras do Brasil.