Após anos com o mesmo formato, o pavilhão Brasil na Feira de Verona 2021, ocorrida entre os dias 29 de setembro e 2 de outubro, ganhou uma nova identidade visual e surpreendeu positivamente os expositores, participantes e visitantes que estiveram presentes no evento.

Em uma ação coordenada e executada diretamente pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), com apoio do projeto It’s Natural – Brazilian Natural Stone, o estande brasileiro reuniu 12 empresas. Por conta das barreiras sanitárias impostas pela pandemia da Covid-19 e também pelo colapso logístico mundial, o número de empresas participantes da feira neste ano foi reduzido.

O presidente do Centro Brasileiro dos Exportadores de Rochas Ornamentais (Centrorochas), entidade executora do projeto setorial, Tales Machado, e o gestor do It’s Natural, Rogério Ribeiro, participaram do evento e contaram que todas as empresas presentes ficaram bastante satisfeitas com o retorno da feira. “A exemplo dos outros anos, esta foi uma edição com menor público, mas não por isso perdeu o brilho, pois as visitas realizadas foram qualificadas gerando excelentes contatos e negócios”, explicou Tales. 

A convite da Revista Rochas, os empresários presentes na feira compartilharam suas impressões sobre a feira e também como foi a participação de suas empresas.

Decolores

Para Bergoli, executivo de vendas da Decolores, o Brasil se destacou de forma positiva, trazendo mais cores e vida para a feira. “Nosso espaço chamava a atenção de quem passava, tanto pelas belas amostras expostas pelas empresas participantes, quanto pelas cores vibrantes do carpete e estruturas dos estandes. Os clientes se sentiram à vontade e permaneceram nos estandes por mais tempo do que de costume”, conta.

Bergoli destaca também que a participação na feira superou as expectativas comerciais. “Fortalecemos as parcerias já existentes e conseguimos novos contatos, os quais já tínhamos tentando essa aproximação, porém sem sucesso na forma virtual”, pontua.

Focando nos quartzitos, a empresa exibiu os materiais Mont Blanc, Ijen Blue, Da Vinci, Denali, Leblon, Revolution, Monaco, Explosion Blue, Infinity Grey, entre outros. 

Imetame

Elis Regina Morellato, gerente comercial Imetame da Imetame, destaca que foi surpreendente a quantidade de visitantes presentes no pavilhão brasileiro. “A participação do Brasil foi muito positiva devido a nossa diversidade em rochas, que nos coloca em primeiro lugar no mundo. Nosso quartzito Diamond White foi destaque por ser um material de tonalidade clara e muito sofisticado. Ele é indicado para projetos modernos e chamou atenção de quem passava pela feira”, conta.

Elis também destaca que após o hiato de eventos, a oportunidade foi importante para reafirmar parcerias e conquistar novos contatos. “O momento é de retomada e muito trabalho. Reencontramos clientes e nos empenhamos em buscar novas prospecções”, destaca.

Além do Diamond White, a empresa levou para expor os materiais Silver Gray, Sucuri Brown, Metalicus, Black Amber, Bianco Roma, Amber Romano, Olympus, Normandy, Drizzle White, Brazilian Black e outros básicos.

Amagran

Para Marilia Margotto, diretora comercial da Amagran, a participação do Brasil na feira foi importante para ‘marcar território’ e reforçar a presença do País no evento que  sinalizou a  “reabertura” do mundo, após o período mais preocupante da pandemia.

“O Brasil veio repaginado, com uma apresentação simples e objetiva. O nosso país foi muito bem representado pelas empresas e materiais em exposição. O evento foi muito importante, principalmente para as novas negociações”, pontua.

Os destaques da Amagran foram o Mirage Crystal, que é um mix de quartzito preto e cristais brancos, com belos veios paginados e o Soho, um quartzito de fundo neutro e translúcido. “O Soho já é sucesso de vendas no mercado e Mirage Crystal sempre encanta por onde passa. Ambos chamaram muita atenção durante o evento”, conta Marilia.

Angramar 

Segundo Rogério Caetano Gonçalves, gerente comercial da Angramar, a participação do Brasil foi positiva, apesar das poucas empresas presentes, devido à pandemia. “A apresentação das empresas e o layout dos estandes, especialmente da área Brasil feita pela Apex, ficou muito bonito. O layout chamou a atenção e ficou confortável para expositores e visitantes. Todos foram muito bem recebidos”, pontua.

Para o evento, a empresa levou a linha de luxo da Angramar, incluindo os materiais Dumont, Silver Moon, Aqua Bela, Turquesa e Sucupira Brown. “Nossa participação surpreendeu positivamente e o número de visitantes foi satisfatório. Tivemos uma média de 16 países visitantes e 80 contatos novos com possíveis compradores”, finaliza Rogério.

Brasigran 

David Fadini, gerente comercial Brasigran, pontua que o fato da exposição ter recebido um menor número de visitantes do que em edições anteriores, não diminuiu a promoção dos negócios, devido ao grande interesse apresentado pelos compradores especializados.

“O stand do Brasil ficou em destaque no pavilhão 11, onde o novo layout priorizou a exibição e valorização de nossas rochas ornamentais. O apoio da Apex foi fundamental para o sucesso da apresentação pelo envolvimento e profissionalismo apresentados”, destaca David.

“Apesar de todas as incertezas e restrições inerentes à pandemia, podemos afirmar que a participação foi surpreendentemente positiva. A visitação, principalmente por clientes europeus, veio a confirmar que a Feira de Verona continua sendo o maior evento na Europa para promoção de nossas rochas ornamentais”, completa o gerente comercial.

A Brasigran levou cerca de 30 materiais para o evento, entre eles, os mármores Raffaello e Donatello, os quartzitos Emerald Green, Aurora Boreale, Vitoria Régia, Moulin Rouge e Via Appia e os granitos Kilimanjaro, White Rose  e Giallo Ornamental.

Fortuna 

Rodrigo Siqueira, do time de vendas da Fortuna, destacou o interesse dos clientes europeus pelas rochas naturais brasileiras, principalmente os quartzitos, e pontuou a importância desse tipo de oportunidade para estreitar relações com inúmeros países.

“Vi muitos clientes satisfeitos com a variedade de produtos que foram oferecidos por todas as empresas brasileiras que estavam presentes na feira. Conhecemos empresas de grande porte situadas em países como Dinamarca, Grécia, Luxemburgo, Lituânia e Polônia, que são países que no Brasil quase não temos referências. Para nós, e também para outras empresas, esse contato é extremamente positivo, pois nos permite aumentar o leque de parceiros que terão nossos materiais”, afirma Rodrigo.

A empresa levou para a feira os materiais Azul Bahia, Negresco, Fusion, Sky Blue, Cristallizzato Maestro, Casablanca, Mont Blanc, Ocean Blue e Cristally.

Granipex 

João Victor Sousa, diretor comercial da Granipex, destaca que a participação do Brasil na feira foi fundamental e que o número de visitantes surpreendeu, apesar das restrições por conta da pandemia. 

“Esperávamos que o movimento seria pequeno, mas tivemos muitas visitas. Gostamos muito da organização dos espaços reservados aos expositores, feita pela Apex. O design dos estandes e a forma como as amostras foram apresentadas chamaram a atenção dos compradores”, pontua.

João Victor ressalta que a empresa fez muitos clientes novos, aumentando o leque de países com os quais a Granipex mantém contato comercial. Além dos materiais das pedreiras de ardósias de Minas Gerais, a empresa também levou o quartzito São Tomé e os materiais das pedreiras do Rio de Janeiro.

Magban

Para Gonsalo Pena Machado, diretor comercial da Magban, apesar das dificuldades enfrentadas pelas barreiras sanitárias, as empresas conseguiram uma participação de qualidade, focada em ampliar o elo de exportação. 

“Para nós, a feira foi surpreendente e gerou bons resultados, tanto financeiros, quanto em relacionamento com clientes e ativação de novos prospects. Com as imposições por conta da pandemia, as empresas se viram obrigadas a filtrar suas participações, ficando somente as que realmente demonstravam interesse em materiais apresentados ou na matéria-prima brasileira”, pontua. 

Em destaque, a empresa levou para a feira os materiais Alpinus SC, Avocatus, Blue Moon, Madeirus, Blue Velvet, Green Canyon e Zimbrus.

Mameri

Luciana Mameri, consultora de vendas da Mameri, destaca o layout e design do pavilhão brasileiro, que ficou muito mais moderno, com os corredores largos, que deixaram os estandes muito mais visíveis e os materiais mais expostos. 

“A participação da Mameri foi muito positiva e superou nossas expectativas. Tivemos um grande movimento, que não estava sendo aguardado, por conta da pandemia. Conseguimos atender muitos clientes novos, além dos nossos clientes ativos”, conta.

Para a feira, a empresa levou materiais de pedreira própria, como o Kristal Diamanto, os granitos Aurum e Madeirus e a linha de mármore. “Também levamos materiais de parceiros, como o Andes e o Terrazze Lunare”, finaliza Mameri.

Monte Negro Granitos

Para Monte Negro, a participação do Brasil na feira também foi muito proveitosa. Segundo Renzzo Rizzo, diretor comercial da empresa, o evento marcou o retorno das feiras internacionais em grande estilo.

“Sem dúvida a feira foi muito importante para nós e para nossos clientes americanos e europeus. Conseguimos fazer bons negócios, que estão sendo finalizados agora, no pós-feira. Além do Baccarat Quartzite, levamos o Luise Blue, que após 10 anos de pedreira parada, fizemos o relançamento do material na feira”, conta Renzzo.

Poliex 

Segundo Claudio Lyrio, gerente de exportação da Poliex, empresa que é especializada em mármores nacionais, participar da feira de Verona foi importante para rever os clientes ativos e prospectar novas parcerias.

“Levamos nossos mármores típicos do Brasil, entre eles Misty Diamond, Vena Oro, Super Classic, Blue Storm, Celeste Blue e Tropical Blue, que encantaram os visitantes. Foi importante estarmos presentes nesse retorno às feiras internacionais, reencontrando os nossos clientes e firmando contratos com novos parceiros”, pontua.

Vitoria Stone

Com a intenção de levar uma coleção exclusiva para o mercado europeu, a Vitoria Stone apresentou um estande contemporâneo e espaçoso, com 72m².  Apesar de ter sido uma edição com menor público, Fernanda Daumas, coordenadora de marketing da empresa, destaca que o evento não perdeu o brilho e que as visitas realizadas foram qualificadas.

A empresa buscou levar as pedras que são novidades no mercado, tendências e exclusividades. “Demos destaque a 10 materiais exclusivos da Vitoria Stone: Azzurra Bay, Glaciers, Fantasy Lux, Fantastic Nuage, Vitoria Luxe, London Sky, todos estes paginados com 1 x 2,80m cada chapa. Tivemos também o Icerberg Black retroiluminado (1 x 2,80m), o Calacatta Lux (1 x 2,80m) e o Cristallo translúcido em nosso balcão. No piso o nosso quartzito White Lux”, pontua Fernanda.

Para estruturar o estande, segundo Fernanda, a ideia foi privilegiar o mostruário de materiais, oferecendo um espaço em que pudessem ser realizados atendimentos de forma rápida e com qualidade.

“Optamos seguir a mesma linha do estande de 2019, onde conseguimos proporcionar uma boa circulação dos visitantes e boa visualização das pedras, a maioria delas paginadas. Oferecemos também uma área confortável para atendimento aos clientes”, conta. 

Por se tratar de uma feira no exterior, a empresa enfrentou alguns desafios, mas ao final, os objetivos foram alcançados com sucesso.

“As maiores dificuldades neste tipo de evento são as burocracias da organização em relação à montagem do estande, o custo alto de aluguel de maquinário para isso e também a comunicação com a organização que algumas vezes não se realiza tão rapidamente. Mesmo assim conseguimos fortalecer os vínculos da marca no mercado e gerar excelentes contatos e negócios”, finaliza Fernanda.

Pettrus 

A Pettrus foi uma das empresas que mais se destacou no evento, com uma apresentação ímpar do quartzito Botanic Wave. Buscando sempre inovar, a empresa reforçou seu papel de referência quando o assunto é possibilidades de usos das rochas naturais. 

O estande na feira foi estruturado obedecendo às medidas iniciais do bloco desdobrado em chapas. Com iluminação especial, a rocha natural brasileira ganhou destaque no evento.

“O ponto de partida foi manter ao máximo as medidas sem recortes, para traduzir com maior fidelidade o desenho da rocha, que é uma verdadeira obra de arte. A unidade piso e parede quase vence a barreira dos planos horizontal e vertical, transformando tudo num grande infinito. A retroiluminação foi utilizada fazendo uma alusão ao piso e parede, sendo propício para este mineral translúcido”, explica Maxwell Viquietti Alcântara, diretor da empresa.

Para construir o espaço, o maior desafio, segundo Maxwell, foi a logística. “Além das limitações por conta da pandemia, tivemos também dificuldades com a falta de uma equipe especializada em montagem de rochas de grandes proporções”, conta. 

Porém, mesmo com os contratempos, a empresa conseguiu apresentar um estande imponente, mostrando como os materiais naturais podem impactar positivamente os visitantes da feira. 

“Extrair em seu significado mais simples é retirar algo de dentro, ou seja, tiramos de uma rocha rara partes que devem ser evidenciadas ao mundo. Com isto, uma apresentação da rocha em pequenas dimensões não representa toda a sua beleza e imponência. Devemos nos orgulhar de nosso país com tamanha riqueza mineral, e isto precisa ser levado para fora com responsabilidade em nossas ações desde a extração até a apresentação final”, pontua Maxwell.

“O grande desafio é não ter uma métrica para este tipo de retorno. Vamos construindo um caminho assentando pedras, e neste processo vamos adquirindo conhecimento, lidando com as perdas, trocando experiências e isto nos motiva e nos impulsiona a fazermos de nosso negócio uma atividade econômica reconhecida e geradora de frutos. O retorno financeiro imediato não deve ser o ponto de partida para este tipo de ação”, completa o diretor da Pettrus.